Como a GenZ Consome, se Conecta e Vive a Copa do Mundo

Trope-se
Consultoria de Novas Gerações · 03 de julho de 2026

Pesquisa do InstitutoZ aponta: para a GenZ, a conexão com a Seleção passa pelo futebol feminino, pela representatividade e pelos rituais coletivos.
A pesquisa inédita "Copa do Mundo 2026: Ainda Somos o País do Futebol?", feita pelo InstitutoZ, núcleo de pesquisa da Trope-se, revela como a GenZ consome, se conecta e participa da Copa do Mundo. O levantamento mostra que 76% da geração usam a camisa da Seleção durante o período do evento, como principal símbolo de participação, enquanto as cores do Brasil se consolidam como estética da ocasião.
Ao mesmo tempo, 57% apontam o investimento no futebol feminino e nas categorias de base como principal fator para se sentirem mais conectados à Seleção Brasileira. O dado indica que, para essa geração, o vínculo com o futebol está menos ligado apenas ao desempenho imediato e mais associado a representatividade e construção de futuro.
Na sequência, entre os fatores que fariam os respondentes se sentir mais conectados à Seleção Brasileira, aparecem:
- Jogos e experiências acessíveis (49%)
- Ingressos e PPV mais acessíveis (44%)
- Campanhas e ações mais próximas da realidade atual (43%)
- Mais transparência e comunicação dos atletas (36%)
- Diversidade e inclusão nos times (31%)
- Representações mais jovens e autênticas (19%)
Apenas 8% afirmam não ter esse tipo de conexão.
A forma como a Seleção Brasileira é percebida pela GenZ reforça essa relação mais crítica e contextual. Para 1/4, a Seleção está associada a algum nível de polêmica, e, dentro desse grupo, 31% fazem uma ligação direta com questões políticas. Ainda assim, os símbolos nacionais mantêm relevância em momentos específicos: 85% afirmam usar as cores do Brasil durante a Copa do Mundo e outros eventos esportivos.
"Quando analisamos os dados de forma contextual, vemos que a Copa do Mundo segue sendo um evento que mobiliza e chama a atenção da GenZ como um todo. No entanto, essa conexão não acontece de forma acrítica: há uma problematização sobre o uso dos símbolos nacionais, que passam a fazer mais sentido dentro do contexto do evento do que fora dele." — Paula Cisneiros, Head de Pesquisa do InstitutoZ
Consumo é planejado, social e simbólico
Entre os entrevistados, 83% compram alimentos e bebidas em mercados, 36% recorrem a delivery, 32% frequentam bares ou restaurantes. A predominância do mercado indica um comportamento de antecipação e organização — em vez de decisões de última hora, a GenZ planeja o consumo na Copa.
Os produtos mais consumidos reforçam o caráter social da ocasião. Salgadinhos e comidas rápidas aparecem como principal consumo durante os jogos. O churrasco simboliza encontro, celebração e coletividade, funcionando como ritual social. Já o consumo de álcool está associado ao clima de festa, no entanto não é exclusivo nem central para todas as pessoas.
O consumo revela uma GenZ que equilibra emoção e racionalidade. A celebração existe, mas não suspende critérios racionais: preço, praticidade e planejamento continuam guiando decisões, mesmo em um evento marcado por festa. Isso revela que a GenZ participa da Copa de forma consciente, escolhendo como, quando e até onde se envolver.
Acesse o estudo completo em biblioteca.trope-se.com.br
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